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28 agosto 2010

Pilates é eficaz no tratamento de lombalgia crônica, conclui estudo



Pesquisa desenvolvida na Faculdade de Odontologia de Piracicaba (FOP) comprova a eficácia do método Pilates no tratamento da lombalgia crônica não específica - desconforto sem causa aparente na região inferior das costas. A fisioterapeuta Camila Pinhata Rocha testou ainda o uso de eletroestimulação neuromuscular, também conhecida como corrente russa e obteve bons resultados na melhora de uma das maiores queixas da população em geral. No total, 36 mulheres foram submetidas a 15 sessões de uma ou outra técnica e, na maioria dos relatos, as voluntárias se consideraram beneficiadas com o tratamento. A pesquisa foi desenvolvida por Camila Rocha para conclusão de mestrado na Área de Anatomia, sob orientação do professor Paulo Henrique Ferreira Caria.

O método Pilates foi criado pelo Alemão Joseph Pilates na década de 1920, mas só nos anos 1990 se tornou bastante conhecido no Brasil e, atualmente, encontra muitos adeptos satisfeitos com os resultados dos exercícios feitos sem esforço físico intenso, diferentemente daqueles empreendidos nas academias. Ademais, em uma única sessão é possível trabalhar flexibilidade, fortalecimento, respiração e conscientização corporal. A fisioterapeuta quis investigar cientificamente a eficácia do método em mais um aspecto, uma vez que são poucos os estudos na literatura que ratificam os efeitos dessa terapia no tratamento de lombalgia.

Embora constituam métodos completamente diferentes, nos dois casos, o objetivo principal foi a ativação dos músculos abdominais. Isto porque, segundo a fisioterapeuta, normalmente, nas pessoas que sofrem de lombalgia crônica não específica, os músculos abdominais, aqueles estabilizadores da porção lombar da coluna vertebral, apresentam-se inativos ou pouco ativos. Neste sentido, ambos os métodos tiveram resultados eficientes.

Por Raquel do Carmo Santos - Jornal da Unicamp

Mais informações:
http://www.unicamp.br/unicamp/unicamp_hoje/ju/agosto2010/ju469_pag08a.php

24 agosto 2010

Perda de peso pode reduzir ondas de calor na menopausa

Mulheres que estão acima do peso e que sofrem com as incômodas ondas de calor durante a menopausa podem obter algum alívio ao diminuirem o sobrepeso, segundo estudo publicado em julho deste ano na revista Archives of Internal Medicine. De acordo com especialistas da Universidade da Califórnia, duas em três americanas na menopausa apresentam esses sintomas, que são mais severos e frequentes naquelas cujo excesso de peso for mais acentuado.
Avaliando 338 mulheres com sobrepeso ou obesidade - metade delas queixava-se de ondas de calor - os pesquisadores descobriram que aquelas que participaram de um programa de seis meses que as incentivava a se exercitarem mais, juntamente com uma dieta balanceada conseguiram ter um alívio significativo desses sintomas. Essas mulheres perderam, em média, 7,3 kg de peso e 5 cm de cintura, comparados a apenas 1,8 kg e 2 cm das mulheres que receberam apenas algumas aulas sobre perda de peso e saúde.
Os resultados indicaram que, quanto mais peso e medidas as mulheres perdiam, mais alívio elas tinham das ondas de calor. Quase metade das mulheres que tiveram acompanhamento intensivo para perda de peso apresentou melhora dos sintomas, com 12% relatando piora; enquanto, entre as outras, essas taxas foram de 40% e 25%, respectivamente.
Os especialistas ainda não sabem ao certo o que causa esses "fogachos" na menopausa, mas provavelmente, isso está relacionado com as mudanças hormonais - particularmente a queda nos níveis de estrógeno - embora nem todas as mulheres sejam acometidas pelas ondas de calor. Também não está claro por que as mulheres acima do peso sofrem mais com isso - uma das hipóteses é o isolamento térmico, uma das funções naturais da gordura no organismo, além de diferenças no estilo de vida entre as mulheres com sobrepeso e obesas em comparação com o estilo de vida das mulheres mais magras. Baseados nos resultados, os pesquisadores sugerem que, independentemente das razões, a perda de peso pode representar uma alternativa mais saudável à reposição hormonal para reduzir esses sintomas. "Esperamos que este estudo possa ajudar a dar às mulheres alguma motivação se elas estiverem acima do peso. E os esforços que elas fizerem pela dieta e exercícios podem ter benefícios imediatos", concluiu a pesquisadora Alison Huang.

Fonte: Archives of Internal Medicine,12 de julho de 2010

Informações adicionais:
http://news.ucsf.edu/releases/weight-loss-reduces-hot-flashes-in-overweight-and-obese-women/

17 agosto 2010

Artigo científico sobre o Método Pilates: Movimento de extensão de quadril

Artigo científico sobre o Método Pilates: Movimento de extensão de quadril


Análise da resistência externa e da atividade eletromiográfica do movimento de extensão de quadril realizado segundo o método Pilates


Este artigo foi publicado na Revista Brasileira de Fisioterapia



Objetivos: Comparar a ativação elétrica do reto femoral (RF), do bíceps femoral cabeça longa (BF) e semitendíneo (ST) e o torque de resistência (TR) do movimento de extensão de quadril (EQ) realizado com a mola fixada em duas posições distintas no Cadillac. Métodos: 12 sujeitos realizaram 5 repetições de EQ com a mola fixada em duas posições (alta e baixa). Dados de eletromiografia (EMG) e eletrogoniometria foram coletados simultaneamente. O root mean square foi calculado e normalizado com base na contração voluntária máxima. Para o cálculo do TR, foram usados diagramas de corpo livre (DCL) e equações de movimento. ANOVA one-way foi usada para verificar as diferenças para EMG entre as posições de mola (p<0,05). Resultados: Com a mola fixa na posição alta, o TR foi classificado como decrescente e ocorreu no “sentido” de flexão na maior parte da amplitude de movimento (ADM). Para posição baixa, o TR foi descrescente até 60º de flexão de quadril no sentido de flexão e, a partir daí, assumiu um comportamento crescente no sentido da extensão. Conclusões: A análise EMG pareceu acompanhar o TR, apresentando valores maiores para o RF na posição baixa e maiores valores de ativação para o BF e ST na posição alta, onde a demanda externa foi maior. Dados de EMG e TR fornecem informações complementares para prescrição de exercícios no Pilates.



Referência: Silva YO, Melo MO, Gomes LE, Bonezi A, Loss JF Análise da resistência externa e da atividade eletromiográfica do movimento de extensão de quadril realizado segundo o método Pilates. Rev Bras Fisioter, São Carlos, v. 13, n. 1, p. 82-8, jan./fev. 2009




Fonte: http://centraldopilates.blogspot.com/

05 março 2010

Pilates traz benefícios a Pessoas com Sindrome de Down


Conhecido por trabalhar o reequilíbrio corporal e a reeducação postural, o método pilates vem sendo utilizado como forma de tratamento para pessoas com Síndrome de Down. Estes pacientes sofrem de atrasos motores, o que faz com que sejam necessários ajustes posturais, controle dos equilíbrios estático e dinâmico, além de melhoria da coordenação motora ampla e fina e da sensibilidade tátil.




Como o pilates é uma disciplina que se concentra nos músculos, peças-chave para a boa postura, o método é largamente indicado aos pacientes com Síndrome de Down devido ao fato de estas pessoas apresentarem a chamada hipotonia, que é a falta de tônus muscular, o que causa a flacidez.



Assim, o pilates pode ter um papel importante no objetivo de estimular a força muscular, a flexibilidade, a correção postural e o equilíbrio, além de reduzir o risco de lesões. De acordo com a fisioterapeuta Sylvia Borboni, o ideal é que o trabalho seja realizado com atendimento individual ao paciente considerado especial. “Mesmo que existam mais pacientes em uma sala, a atenção à pessoa com a Síndrome de Down deve ser reforçada para que haja suporte ao equilíbrio.”



O diferencial de uma aula de pilates para pessoas especiais é o aspecto lúdico. “Eles costumam se distrair com muita facilidade, então, lançamos mão de atividades dinâmicas e de equipamentos que despertam o interesse, como é o caso da bola, por exemplo.” O pilates utiliza, ainda, bastões, faixas elásticas e tábuas de equilíbrio, que trabalham o ajuste postural.



Os exercícios desenvolvidos são semelhantes aos praticados por pessoas que não têm a síndrome, contudo, as cargas utilizadas são mais leves. Além disso, o pilates para especiais trabalha com atividades que estimulam ações condizentes com problemas que eles geralmente apresentam, tais como comprometimento cardíaco e respiratório. “Enfatizamos movimentos que funcionam como estímulo, a fim de que haja ganho para o paciente.” Segundo a fisioterapeuta, o ideal é que os exercícios comecem a ser desenvolvidos ainda na infância e prossigam ao longo da vida.



Uma das dificuldades apresentadas pelos portadores de Síndrome de Down diz respeito à respiração. Isso porque a hipotonia causa a inabilidade do músculo transverso abdominal em permitir a ação do diafragma. Este prejuízo, por sua vez, dificulta as respirações profundas, amplas e adequadas, aumentando as chances de infecções pulmonares e respiratórias. Diante deste quadro, a fonoaudióloga Sérgia Souza lembra que a hipotonia causa, ainda, o atraso na aquisição da linguagem e da fala. “O ideal é que seja feito um trabalho junto ao pilates de estímulo à sucção, à mastigação e à deglutição. Assim conseguimos melhorar a tonicidade, o que contribui diretamente para o desenvolvimento da fala.”



Sérgia lembra a predisposição do paciente especial para desenvolver a respiração oral. “Isso prejudica muito, pois causa alterações no humor, no sono, na alimentação, entre outras.” Embora alguns classifiquem a Síndrome de Down de acordo com graus, a fonoaudióloga prefere considerar as capacidades de cada paciente. “A evolução depende só do estímulo do meio. Além disso, devem ser consideradas as características individuais.” Por isso, segundo ela, o trabalho multidisciplinar é importante. “O trabalho com músicas e com jogos de computadores, que estimulam a coordenação motora e a memória, trazem um ganho enorme.”



Autora: Aline Furtado

Fonte: Portal ACESSA.com

02 fevereiro 2010

Pilates e a Gravidez

As mudanças que ocorrem na gestação não são apenas hormonais e emocionais, são também posturais. À medida que avança, as alterações em músculos, articulações e coluna vertebral também progridem.

O método Pilates é um programa de exercícios que pode trazer conforto à gravidez e ao parto, com foco na estabilidade da musculatura postural e do assoalho pélvico e no fortalecimento e alongamento suave dos músculos. Melhora a concentração, a força postural, o equilíbrio, a coordenação e a qualidade dos movimentos, sem sobrecarregar as articulações. Consequentemente auxiliará a prevenir as dores lombares, ombros caídos e tensão no pescoço. Os trabalhos científicos sobre Pilates na gestação são, na sua maioria, realizados pela área da Fisioterapia; sendo raros os estudos pela Obstetrícia.

Além do estrogênio e da progesterona, outro hormônio, chamado relaxina também se eleva. A relaxina proporciona maior mobilidade aos ligamentos, permitindo a estabilidade das articulações. As articulações que conectam os ossos da pelve tornam-se mais frouxas e alongadas, preparando-se para o parto. Contudo, a estabilidade articular é reduzida. O método Pilates incentiva o controle muscular postural, que compensa os ligamentos enfraquecidos, ajudando a evitar os problemas comuns nas articulações e a tensão lombar. As técnicas de respiração trabalhadas no Pilates também ajudam a relaxar e respirar com mais eficiência, induzindo a calma e reduzindo de forma eficaz os níveis do cortisol, que é o hormônio do estresse.

A freqüência cardíaca da grávida não é elevada pelos exercícios específicos de Pilates, direcionados para gestantes. Os movimentos do método Pilates ajudam a melhorar a circulação, principalmente nos membros inferiores e reduzem a tensão na parte superior das "costas" e nos ombros, ocasionados pelo aumento das mamas. No método Pilates, o equilíbrio do tronco é fornecido pelos músculos abdominais, principalmente o transverso do abdômen, o qual emerge da pelve e se infiltra na caixa torácica e no diafragma, envolvendo o tórax como uma cinta larga. Um músculo transverso fortalecido evitará que a pelve se desloque muito para frente, causando desconforto na região lombar inferior durante os estágios finais da gravidez. Este também é o principal músculo usado durante o trabalho de parto normal.

Outro grupo de músculos importantes durante a gestação, que é trabalhado pelo método Pilates, são os do assoalho pélvico. Esses agem como uma espécie de rede, passando do osso púbico na frente da pelve para o cóccix nas costas e saindo em cada lado do ísquio (ossos de sentar). A uretra, a vagina e o ânus separam esta faixa de músculo semelhante a uma rede. Ao redor da uretra, da vagina e do ânus, existe um músculo em forma de "8" chamado pubococcígeo. Fortalecer este músculo é fundamental para prevenir possíveis problemas nos intestinos e bexiga.

Benefícios de um assoalho pélvico fortalecido:

. Melhora a capacidade de estirar e relaxar com mais facilidade durante o parto;
. Melhora a circulação para a região pélvica;
. Promove a rápida recuperação e cicatrização, auxiliando na reconquista de boa qualidade muscular após o parto;
. Previne a incontinência urinária por esforço;
. Apóia os órgãos da pelve;
. Previne o mau alinhamento das articulações do quadril e sacroilíacas (que formam uma interligação entre a parte posterior da pelve e os ossos do quadril);
. Promove a estabilidade da musculatura postural.

Os exercícios são adaptados conforme cada fase da gestação, inicial, intermediária e final, além do pós-parto imediato e seis semanas após.

Antes de iniciar ou continuar os exercícios do método Pilates, um obstetra deve ser consultado, com a finalidade de identificar algumas contra-indicações a exercícios físicos, como sangramento via vaginal, placenta baixa, gestação múltipla, trabalho de parto prematuro, hematoma retro-placentário, ameaça de aborto, hipertensão, diabetes, cardiopatias e outra doença de base.

A consciência postural apresenta benefícios para toda a vida, não somente na gestação. Ficar de pé, sentar-se, caminhar, levantar-se depois de estar sentada, sentar-se ereta depois de estar deitada, aprender a levantar-se corretamente é alguns dos benefícios para o corpo proporcionado pelo método Pilates.

26 janeiro 2010

Método Pilates – Benefícios para a terceira idade

De acordo com a OMS (Organização Mundial de Saúde) em seu documento “Envelhecimento ativo: Uma política de saúde”, uma atividade física regular e moderada reduz o risco de morte por problemas cardíacos em 20 a 25% em pessoas com doença do coração diagnosticada, além de reduzir substancialmente a gravidade de deficiências associadas à cardiopatia e outras doenças crônicas. Assim, o Método Pilates estaria enquadrado neste contexto para prevenção primária, secundária e terciária da saúde.

O Método Pilates foi idealizado por Joseph Pilates e é um programa completo de condicionamento físico e mental que tem como objetivo melhorar o equilíbrio entre a performance e esforço, através da integração do movimento, a partir do centro estável e sinestesia realçada. Trabalha o corpo como um todo – corrige a postura e realinha a musculatura, desenvolvendo a estabilidade corporal necessária para uma vida mais saudável e longeva (Steers, 2006).

Joseph Pilates juntou os melhores aspectos das disciplinas dos exercícios orientais e ocidentais, e é o equilíbrio desses dois mundos. Do Oriente, Pilates trouxe as filosofias de contemplação, relaxamento e a ligação entre corpo e mente. Do Ocidente, trouxe a ênfase no enrijecimento muscular e a força, a resistência e a intensidade de movimento. Seu método utiliza o corpo inteiro, e não apenas uma parte dele. Usando o corpo inteiro, equilibra-se o uso de grandes músculos superficiais com profundos e pequenos músculos de resistência, responsáveis por manter a força interior(Craig, 2003).

Seus princípios são: relaxamento, concentração, alinhamento, respiração, coordenação e resistência.

Os benefícios deste método são: aumento de força, maior controle muscular, integração corpo e mente, melhora da capacidade respiratória, aumento da flexibilidade, fortalecimento, correção da postura, reestruturação do corpo, prevenção de lesões, aumento da consciência corporal, aumento da auto-estima e alivio de dores musculares (Camarão, 2004).

Pilates considerou a área abdominal em conjunto com os músculos profundos da coluna, bem como os centros de força do corpo, “casa de força” (Powerhouse) que é a área entre as costelas superiores e a pélvis.

Um dos princípios fundamentais do método Pilates é que a “casa de força” é o centro de todo movimento: quanto mais forte a casa de força, mais poderoso e eficiente é o movimento. Portanto, antes de cada exercício de Pilates, um centro é recrutado, empurrando delicadamente o umbigo e contraindo os músculos profundos do abdômen. O objetivo é manter o centro corporal estável enquanto os movimentos de braços e pernas são executados com precisão.

Os três músculos abdominais (o reto abdominal, os oblíquos externos e internos e o transverso abdominal) trabalham com os músculos da coluna (os mais importantes são os multífidos e o quadrado lombar) para formar o centro de força. Os praticantes do método Pilates também incluem o assoalho pélvico na “casa de força” pela forma que este arranjo de músculos e ligamentos conecta-se ao sistema nervoso central dos músculos profundos abdominais. Localizados na partem de baixo da pélvis, o assoalho pélvico consiste de músculos utilizados para controlar o fluxo da urina e impurezas sólidas do corpo. Fortalecer estes músculos nas pessoas idosas é importante, pois neste período a incontinência urinária e fecal é muito freqüente (Craig, 2004).

Influência na Postura

A postura incorreta faz mais do que diminuir a auto confiança e a dignidade: obstrui a respiração, tensiona os músculos e ligamentos e pode afetar adversamente as articulações da coluna, propensas a artrite, artrose e dor generalizada. As alterações de postura do idoso são: cifose constituída pela cifose dorsal e cervical – a cabeça é projetada para frente e os ombros ficam cronicamente curvados, repuxando apenas os músculos do pescoço; diminuição da curvatura lombar; aumento do ângulo de flexão do joelho e o deslocamento da articulação coxofemoral para trás e a inclinação do tronco para frente.
A rigidez articular e muscular que se instala nos idosos será trabalhada através dos exercícios do método Pilates, assim como a tensão em trapézios e paravertebrais que em conjunto com a “casa de força” levará a uma postura mais alongada.

Vários músculos do sistema respiratório estão inseridos nas vértebras lombares e cervicais e nas costelas influenciando a postura. O diafragma é um músculo respiratório que separa o tórax do abdomen. Quando a “casa de força” nos exercícios do método Pilates é acionada através da respiração, o diafragma é trabalhado levando inclusive a um relaxamento e gerando uma postura correta.

Influência na flexibilidade

Nos exercícios de Pilates os alongamentos são estimulados sempre, levando a uma maior flexibilidade do corpo. Com o envelhecimento, torna-se maior o número de ligações de colágeno intra e intermolecular, o que dificulta o “deslizamento” das proteínas. O tecido fica mais rígido, menos elástico e mais propenso a lesões. Com um estilo de vida pouco ativo, o envelhecimento, a imobilização e as doenças neuromusculares diminuem o tamanho e a quantidade de tecido colágeno. Conseqüentemente, o tecido muscular se enfraquece e a elastina aumenta proporcionalmente. Dessa forma, o tecido combina a elasticidade com a fraqueza.

Uma vida ativa é primordial para manter a homeostase entre a síntese de colágeno e sua degradação. A síntese do colágeno depende da habilidade da célula em transmitir a força mecânica em uma ação bioquímica.

Sabe-se que exercícios de alongamento estimulam a renovação de colágeno para suportar maior estresse. Além disso, melhoram a homeostase entre as glicosaminas e a água, conservam o espaçamento interfibrilas e diminuem as condições favoráveis a formação de adesões (Achour Jr, 2006).

Nos diabetes do idoso as regiões mais limitadas de flexibilidade são as falanges e os ombros. Achour (2006) relata que Jósza& Kannus (1997) revisaram várias pesquisas, evidenciando que os diabetes também afeta o tendão.

Assim, observamos que os exercícios de Pilates ajudam ao idoso com diabetes trabalhando com alongamentos e exercícios de força para melhorar a flexibilidade e a força em ombros e tendões.

Articulações mal alinhadas e frouxas facilitam a instalação de lesões e osteoartroses nos idosos. Há revisões de literatura (Achour Jr, 2006) em que se observou que lesões nos ligamentos colaterais e lesões do menisco associavam-se ao desenvolvimento da osteoartrose em idades prematuras.

Instalada a osteoartrose no joelho e quadril, ela aumenta o custo energético para determinado esforço, dificultando a subida e descida de escadas. Em algumas situações, pode impedir a movimentação até em atividades simples como jardinagem e passeios em parques.

O idoso consegue eliminar a rigidez da osteoartrose e grande parte da dor mediante a pratica contínua de exercícios de Pilates, ativando assim a circulação e diminuindo os espasmos musculares.

É importante para o idoso manter índices de flexibilidade, porque com isso consegue-se interromper a redução natural da flexibilidade. Assim os efeitos dos exercícios de alongamento são positivos independentes do aumento da flexibilidade (Achour Jr, 2006).

Influência na Osteoporose

Na osteoporose há muita fragilidade do esqueleto e maior suscetibilidade à fratura após pequenos traumas, além de dores nas costas devido a contraturas musculares ou por microfraturas e deformidade da coluna com diminuição da altura da pessoa. Geralmente o fêmur e a coluna são as mais acometidas.

Nos exercícios de Pilates trabalha-se com exercícios de fortalecimento dos músculos envolvidos com estas estruturas e de extensão da coluna visando melhora da força muscular, condicionamento físico e coordenação (Frontera, 2001).

“Se aos 30 anos você está sem flexibilidade e fora de forma, você é um velho. Se aos 60 anos você é flexível e forte, você é um jovem” (Joseph Pilates)

23 janeiro 2010

Pilates emagrece?

Pilates é famoso por criar corpos alongados, torneados e em forma. Mas o emagrecimento não decorre exclusivamente da prática de Pilates, é necessário uma combinação de fatores como a prática frequente e uma alimentação equilibrada.

Veja abaixo como a prática de Pilates ajuda na perda de peso:

1. Os exercícios queimam calorias. A quantidade de calorias queimadas depende do tipo de corpo e do nível de esforço;

2. Criando massa muscular magra, como o Pilates faz, é uma das melhores maneiras de aumentar o seu potencial de queima de calorias;

3. Pilates tonifica e modela o seu corpo;

4. Uma das melhores maneiras de parecer e sentir-se mais magro e ter uma bonita postura. O Pilates faz isso enfatizando a manutenção de um bom alinhamento corporal;

5. Pilates promove uma respiração profunda e eficiente, o que é essencial para a queima de calorias e a regeneração de tecidos;

6. Ao se engajar em um progrma de exercícios, como o Pilates, ocorre uma melhora da auto-estima e um aumento da consciência para o estilo de vida. Ambos são associados com a perda de peso.

O Pilates é um programa que pode ajudar a manter os níveis de energia para todo o dia. No entanto, ele não é usado normalmente como um exercício aeróbio. Assim, algumas pessoas gostam de combinar Pilates com outros tipos de exercícios aeróbios (corrida, bike, natação, etc) de maneira a maximizar sua perda de peso.

Fonte: Revista Pilates

07 janeiro 2010

Respiração e Desvio Postural

A respiração correta durante os exercicícios é peça-chave para a correção de desvios posturais.

Você alguma vez pensou que a sua forma de respirar pode não ser a melhor? E mais ainda, que uma respiração correta pode ajudar a solucionar problemas de desvio postural?
Segundo o fisioterapeuta Fabrício Durço Cardozo, a maioria das pessoas não respira corretamente. Uns inspiram mais pela boca e expiram pelo nariz, outros, o contrário. “No Pilates, você aprende a reeducar a sua respiração de maneira fisiológica e correta”, conta. São realizadas respirações bem profundas, dependendo da solicitação do instrutor e do ojetivo de cada um. “O certo é sempre, no decorrer do movimento, soltar o ar lentamente com a boca aberta. Sem esquecer de ativar o power house (core), visando uma melhora da postura, consequentemente”, explica Fabrício.

Inspiração e expiração corretas conseguem ativar o centro de força do pilates e fazer que o centro respiratório do corpo trabalhe efetivamente. “Dependendo do objetivo, são realizadas respirações em um ou dois ciclos, mas sempre solicitando a ativação do centro de força do pilates com a expiração, pois se torna o trabalho muscular mais efetivo. E no próximo ciclo se promove uma oxigenação do tecido mais significativa e uma troca gasosa mais eficaz”, orienta Fabrício.

Para quem sofre com desvios posturais (sejam decorrentes de traumas, hábitos de postura inadequados adquiridos no trabalho ou por estarem forçando a coluna a receber impactos em uma postura antálgica ou ainda em movimentos realizados de maneira incorreta, entre outros), o método Pilates promove uma conscientização adequada da postura, fazendo com que o aluno perceba seu corpo. A respiração também possui papel fundamental. Respirando devidamente na execução dos exercícios, principalmente naqueles que envolvem mobilização vertebral, o indivíduo terá auxílio em sua correção postural, na tentativa de colocar as vértebras em seu devido lugar, juntamente com os outros comandos e a ativação do power house. Ao ativar o centro de força, juntamente com a tonificação do abdome, consegue-se a melhora da postura.

Outra grande vantagem é a redução e até eliminação de dores. A prática de atividade física ajuda a aliviar dores crônicas por promover a liberação de endorfina no corpo; com isso, a pessoa passa a se sentir mais disposta e consegue uma resposta fisiologicamente mais positiva. “Por ser uma técnica com vários benefícios ao mesmo tempo, desde o alongamento à correção postural, estimulando sempre o centro respiratório, tem-se respostas significativas em se tratando de bem-estar, liberação do estresse e qualidade de vida, já que a expiração é bastante solicitada no decorrer dos movimentos”, observa Fabrício.

Não marque bobeira: se você possui algum desvio postural, procure um profissional habilitado e tente se desprover de maus hábitos no trabalho e no seu cotidiano.

Autor: Maria Luiza Mattos
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